A preocupação com a educação de crianças, filhos de membros da Comunidade Evangélica Luterana de Curitiba, entidade do Colégio MARTINUS, remontam ao ano de 1866, quando o Pastor Johann Friedrich Gaertener criou a "Gemeinde Schule" (Escola da Comunidade). Em 1884 esta Escola foi transformada em uma sociedade escolar, a Escola Alemã, porém, mantida ainda pela Comunidade Evangélica Luterana de Curitiba, até 1898. Em 1917 a Escola Alemã passou a chamar-se Colégio Progresso, o qual iniciou, em 1933, o funcionamento do curso ginasial, sendo a primeira Escola Alemã no Brasil a conseguir tal autorização do Governo Federal. Em 1943 dissolveu-se a sociedade do Colégio, passando seu patrimônio à Faculdade de Medicina do Paraná, que o manteve em funcionamento até 1949. As atividades escolares da Comunidade Evangélica Luterana de Curitiba, interrompidas em 1898, tiveram reinício em 1914 com o funcionamento de um Jardim de Infância junto à Igreja da Rua Inácio Lustosa, o qual passou, em 1953, à jurisdição da Escola Evangélica de Curitiba, depois transformada em curso primário do Colégio MARTINUS. | ![]() Igreja do Cristo Redentor em 1915 | |||||||
Algumas curiosidades: - Ao lado da praça 19 de dezembro,com a frente para a rua barão do serro azul,dando fundos para a rua riachuelo para a Rua Riachuelo, ficava a Escola Alemã/Colégio Progresso, popularmente - Na escola alemã era tudo em alemão..quando virou progreso depois da guerra ..ja se utilizou a língua portuguesa - Oito anos ofertados pela Escola - Deutsche Schule(escola alemã) - quando se - Livros das séries iniciais da Escola Alemã eram impressos em alemão gótico - Na Curitiba da década de 1930, meninos e meninas de ascendência -A escola possuia aula aos sábados,aulas ministradas das 8:00 ao 12:00,mesmo horário da semana - Alguns professores: Diretor -Prof. Scheil - Sócios fundadores: Augusto Gaertner, Gottfried Mettler, Eduardo Senff, - Na década de 1930, o edifício possuía dois pavimentos e um amplo sótão,dando a impressão de um terceiro piso, numa observação menos atenta. Todas as paredes externas receberam frisos horizontais contornando o perímetro da construção. As seis janelas do segundo piso tinham as padieiras retas guarnecidas de cornijas curvas, as do térreo eram em volta batida, emolduradas por cornijas retas. As paredes laterais, mais estreitas, eram recortadas por quatro janelas em cada piso e terminavam em um frontão com três janelas sem adornos. O acesso à entrada principal era feito pela Rua Barão do Serro Azul. Subiam-se sete degraus e alcançava-se o alpendre cujos pilares recebiam os esforços solicitados pela sacada existente no segundo patamar. Sobre esta, uma mansarda cuja janela também proporcionava a entrada de luz e ar para o sótão. Em frente ao prédio, a escada e os espaços livres do jardim acolhiam os alunos e os visitantes. Na parte lateral norte, voltada para a Rua Inácio Lustosa, ficavam os sanitários femininos e, no lado sul, junto à Praça Dezenove de Dezembro, os masculinos. Deste lado, ao longo do tempo, foram colocadas algumas barras paralelas para as práticas de ginástica masculina e foi construída uma área coberta.Nos fundos, com vistas para a Rua Riachuelo, havia um pequeno portão utilizado pelos alunos. As salas de aula, em número de oito, eram divididas entre os dois pavimentos e suas amplas janelas forneciam a rápida circulação do ar, conforme as prescrições higienistas. À frente, o quadro-negro e a mesa do professor sobre o estrado -símbolo da autoridade - e, em oposição a este ficavam os alunos, como espectadores passivos. As carteiras, duplas e fixas, possuíam em seu tampo um orifício especial para o tinteiro e uma caneleta onde pousava a caneta de pena chanfrada. Objetivando civilizar e moralizar, dentro das salas, cada um ocupava seu lugar, geralmente determinado pelo professor regente, evitando deslocamentos e propiciando a concentração. Considerada mista nas estatísticas, por aceitar alunos dos dois gêneros, sua proposta era a de co-educação, mas dividia seu espaço, interna e externamente, impedindo que meninos e meninas sentassem juntos nas salas de aula ou participassem de brincadeiras conjuntas, à hora do recreio. |
terça-feira, 9 de setembro de 2008
A Escola Alemã
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